
Sempre que chegava à casa de minha Tia Aurora, lá estava ela com alguma gostosura. O arroz bem branquinho ou uma carne deliciosa... tudo tinha uma sabor de carinho.
Passou o tempo, mais se eu fechar os olhos vem o sabor na boca, o cheiro da memória infalível e as lembranças trazem uma mistura de amor e saudade. Daí fica fácil resgatar o sorriso e a carinha de contente que ela fazia ao ver todos nós comendo juntos.
Minha vida inteira é feito dessas pequeninas coisas, essas alegrias primaveris... eu tenho história, sei de onde venho e o que preciso cultivar para não morrer toda uma história. Não procuro acertar na vida, pois errar é feio, procuro acertar o passo, pois devo isso a todos os meus antepassados. Não que não erre, pois todos nos enganamos e cometemos deslizes, mais tenho uma reputação a zelar que não é só minha, muitos colaboraram para que eu chegasse onde cheguei.
Tenho certeza absoluta que onde quer que estejam estão zelando por mim e eu tenho que no mínimo buscar uma melhor forma de viver, sem magoar ninguém, sendo justa e tendo compaixão para o meu próximo ...e tantas outras atitudes que estão ficando fora de moda...como por exemplo a lealdade.
Minha tia me achava um docinho...então devo a ela pelo menos adoçar a vida.
Ritinha
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