Daqui eu vejo o varal...o vento sopra o colorido das roupas esticadas na corda e parece colorir todo o espaço ao seu redor.
Tremulas, as peças dançam ao bel prazer do sopro do vento, que chicoteia eliminando gotículas de vida.
As folhas trazidas pelo vento passam sem macular a brancura das peças de cama, e a poeira do chão sob devagar e o vento sacodi para longe, antes que manche a história de uma tarde agradável de sol.
O sol brilha intensamente e faz com que as cores revivam momentos de alegria, quando as roupas grudadas no corpo de seus senhores passeavam nas vilas e lugares do mundo.
As roupas da casa que sempre tiveram ciúmes das roupas de vestir, observam a rua lá em baixo e o zig zag de gente e de carros sonhando em voar pelos céus e conhecer o mundo.
As roupas cansadas do trabalho aguardam um momento de sossego no armário e pesam nas férias que estão por vir.
O céu azul de novembro abre o caminho da reflexão, pois já é final de ano e 2012 não tarda a chegar.
O barulho da pouca natureza que resta ao seu redor é vida e os pássaros cantam felizes por terem este oásis no centro da cidade, que agora é grande.
Quem virá poupa-las do sereno da noite que aos poucos chega e trás consigo a escuridão de pensamentos?
Quem irá acomodá-las no balaio de sonhos e depois estica-las para que se tornem peças singulares no armário de vestir?
Em que gavetas dormiram as roupas de cama?
Em que armário descansara as peças de secar o suor da labuta de cada dia?
E o vento sopra apagando memórias deixadas pelos corpos e mantem as vivências que surram as peças... que nada mais são do que peles sem almas...mas que sobrevivem.
Tremulas, as peças dançam ao bel prazer do sopro do vento, que chicoteia eliminando gotículas de vida.

As folhas trazidas pelo vento passam sem macular a brancura das peças de cama, e a poeira do chão sob devagar e o vento sacodi para longe, antes que manche a história de uma tarde agradável de sol.
O sol brilha intensamente e faz com que as cores revivam momentos de alegria, quando as roupas grudadas no corpo de seus senhores passeavam nas vilas e lugares do mundo.
As roupas da casa que sempre tiveram ciúmes das roupas de vestir, observam a rua lá em baixo e o zig zag de gente e de carros sonhando em voar pelos céus e conhecer o mundo.
As roupas cansadas do trabalho aguardam um momento de sossego no armário e pesam nas férias que estão por vir.
O céu azul de novembro abre o caminho da reflexão, pois já é final de ano e 2012 não tarda a chegar.
O barulho da pouca natureza que resta ao seu redor é vida e os pássaros cantam felizes por terem este oásis no centro da cidade, que agora é grande.
Quem virá poupa-las do sereno da noite que aos poucos chega e trás consigo a escuridão de pensamentos?
Quem irá acomodá-las no balaio de sonhos e depois estica-las para que se tornem peças singulares no armário de vestir?
Em que gavetas dormiram as roupas de cama?
Em que armário descansara as peças de secar o suor da labuta de cada dia?
E o vento sopra apagando memórias deixadas pelos corpos e mantem as vivências que surram as peças... que nada mais são do que peles sem almas...mas que sobrevivem.






