Autoria

Os textos aqui divulgados são de minha autoria, coisas que escrevo nas noites tranquilas e de reflexão.

Fazem parte da minha vida, fatos ocorridos que retrato de uma forma criativa e com muitas alegorias, onde procuro provocar a analise do cotidiano e registrar minhas memórias.

Para isso transformo em pequenas histórias ou contos, que possuem parte real e parte inventado. Tente desvendar o que é real e o que não é...

Sejam sempre bem-vindos.







segunda-feira, 25 de julho de 2011

Joãozinho na Faculdade

Recebi um e.mail de um amigo baiano, que dizia ser a última do Joãozinho agora na faculdade.
Daí fiquei pensando como ele chegou lá...e ai sai da minha vida “normal” e adentrei em meu universo “pedagógico” e descobri que até Joãozinho foi beneficiado pela não reprovação!!!
Olhem que incrível até ele que é um personagem, uma história contada como tantas outras ao decorrer de anos e mais anos, foi beneficiado pelas mudanças de nosso cotidiano.
Quem diria Joãozinho na faculdade, não reprovado no processo de aprendizagem, recebendo todo o apoio do processo de inclusão está na faculdade!!!
Na verdade Joãozinho ao longo de sua existência imaginária, sempre foi um aluno esperto, com raciocínio rápido, digamos que com caminhos diferentes alcançou resultados inimagináveis.
Como será a colação de grau deste personagem tão brasileirinho?

Como será que aconteceu seu teste vocacional?

Qual seria o curso de graduação escolhido?
Será chamado de Dr. João, ou Prozinho João?
Será um homem das letras, dos números, da saúde ou das leis?
Tal qual a turma da Mônica Joãozinho cresceu...
Fico imaginando seu semblante na colação de grau e percebo que ele é um velho amigo e que mesmo um amigo imaginário nos deixa feliz ao provar que pode ser alguém na vida!É nossa eterna esperança de que tudo vai dar certo e que Deus nos criou para sermos felizes de verdade, com ou sem faculdade, porém plenamente realizados em um amor universal.


domingo, 10 de julho de 2011

O Guarda Roupa


Quando aqui cheguei ele já estava lá...sombrio e gigantesco.
A cada noite era como uma sombra ruim ...durante o dia algo incomodo que não parava limpo ou organizado.
Não coloquei roupas ou coisas intimas nele, apenas papeis e documentos... coisas de se ler. Depois de muito negociar finalmente chegou o “gran finale” do monstro.


André era o nome do meu herói, trazia com ele uma pequena bolsa e nela armas que deveriam vencer o monstro.

No principio o monstro se mostrou implacável... impenetrável...gigantesco...mais com habilidade e conhecimento de outras lutas, nosso herói conseguiu colocar “na chon” a forma dantesca. Ao remover a moldura de madeira pude notar que o monstro era muito menor do que parecia. Suas laterais ocas e seu fundo falso o diminuíram de forma assombrosa... a empáfia cessou...ao seu redor sujeira e teias de aranhas...pó do tempo.


Primeiro perdeu seu cume... como se perdesse a cabeça e ficasse apenas com seu corpo e depois sucumbiu sem portas ou maçanetas...


Espaço livre. Paredes sujas de cor rosa se apresentaram sem exitação...o chão de madeira foi reduzido a pequenos sacos que deveriam sumir ao toque do pó de pirlim-pim-pim, mais tiveram que sair carregados, afinal de contas, pó com pó anulam o feitiço e o que não faltava naquele pequeno espaço era pó...


Que dia foi este? Que luta “domquixotiana” ...mas afinal o dia terminou...meu santuário limpo, a cortina tremulava satisfeita, enquanto o sol se punha no horizonte junto as curvas verdes dos pequenos montes...atrás deles a praia.


A suavidade do vento me fez pensar...é assim que se parecem todos os monstro...monstros da vida... Quando temos um grande problema, uma situação desgastante, algo que incomoda, elas são como grandes monstros.


Monstros montados para nos assustar, na verdade muitos deles são ocos, como a estrutura do guarda-roupa que eu venci. Parecem grandes, mas não são na verdade dantescos... digo os problemas, as situações difíceis...mais parecem estruturas mentais indestrutíveis...mas não o são... É só ter coragem e tirar sua moldura assustadoramente firme, que poderemos notar seu real tamanho, as forquilhas que lhe dão sustentação, que após removê-las os deixam tão inseguros como nós diante o dilema da vida.


Quando a tortura mental termina fica uma tristeza, como a que saboreei ao ver a sujeira que ficou após a demolição do guarda-roupa. Situações problemas são assim, deixam sujeiras no caminho que precisam ser removidas com urgência, do contrário acumulam maus pensamentos e ideias de restabelecer a desarmonia.


E quando você “limpa” a situação, é a mesma sensação que eu tive ao poder desfrutar do meu quarto limpo e perfumado... cheio de novos espaços.
Espaços, para amizades, espaços para alegrias, para felicidade.


Às vezes não podemos fazer esta revolução sem ajuda, precisamos de uma comitiva como eu tive... temos que nos unir com gente talentosa, com experiência de sobrevivência a situações difíceis...
Não pense duas vezes... peça ajuda e vença seus medos...seus monstros...afinal de contas até Dom Quixote tinha seu Sancho Pança...





Mas não se iluda só você pode chamar o monstro para a luta... só você pode definir quando começa "o fim"... os companheiros de jornada são apenas para lhe ajudar a lembrar que você é um guerreiro...e que guerreiros sempre vencem no final.

Onde fica o setor do "era uma vez"?


Outro dia brincando com minha irmã acabemos questionando o que estava acontecendo em nossas vidas. Não somos mais as mesmas... definitivamente não somos (risos).


Ela comentava que estava muito caseira... que a história não era para ser assim. Daí eu falei:


_ Precisamos falar com o Chefe do Setor do “Era uma vez”!!!!

Chegamos à conclusão que estávamos esquecidas pelo setor... ou então ele entrou em extinção! Será que não escrevem mais nada excitante para gente?!


Poderiam escrever tipo: _ Era uma vez uma Gata Borralheira,

que não era mais tão gata assim, e nem tão borralheira assim...


Mais que não queria ficar presa em casa...blábláblá, bláblá...
Daí parei para pensar e descobri que eu gosto do meu “jeito gato” de ser... gosto de sofá... gosto de comidinha de casa...não gosto de sair pra caçar...detesto “pulgas e carrapatos”... conheço os cheiros... determino território...adoro meu cantinho...mais as vezes gosto de sair na aventura que é a vida lá fora...mas eu volto sempre pra casa...como todo bom gato caseiro eu sei voltar pra casa sempre!!!!


Já minha irmã... AHH!!!! deve ser do tipo gato de rua...porque vai gostar de rua lá no “Mundo dos Gatos de Rua”!!!!


Ela trabalha... sai e volta...sai de novo...volta...vê gente...toma umas arranhas da vida...dá de volta outras ... toma banhos de água fria... come mal porque tava de um lugar pro outro...só bebe água em casa porque vive correndo pelas ruas...pula ali...faz aqui...e ainda tem pic para reclamar que não sai mais de casa...que está caseira...


Na verdade acredito que perdemos aquele jeito do “Gato de Bar”... aquele que fica vendo gente entrar e sair do lugar ... convence-se com um salgadinho ... dá uma miadinha pra chamar a atenção na conversa... e outras coisitas mais...


Talvez tenhamos ficado mais exigentes com a vida e com isso perdemos a sabedoria de saber se divertir...de ficar à-toa... de curtir um quase nada... será que somos “gatosas”?


Não é isso que você pensou não!!!! Gatosa é gata idosa!!!! Mas com todo charme é claro rsrsrsrsrs afinal de contas possuímos o charme que todo o felino tem...miau!!!


Só pra constar:
A palavra borralheira quer dizer «lugar onde se junta o borralho», sendo este o «brasido coberto com a própria cinza» e, em sentido figurado, «lareira; lume» ou «lar» [in Dicionário da Língua Portuguesa 2008, da Porto Editora]. Entretanto, «gata-borralheira» (com hífen) significa «mulher que não sai de casa, entregue aos cuidados caseiros» [in Dicionário de Expressões Correntes, de Orlando Neves, edição da Editorial Notícias].