Quando aqui cheguei ele já estava lá...sombrio e gigantesco.
A cada noite era como uma sombra ruim ...durante o dia algo incomodo que não parava limpo ou organizado.
Não coloquei roupas ou coisas intimas nele, apenas papeis e documentos... coisas de se ler. Depois de muito negociar finalmente chegou o “gran finale” do monstro.
A cada noite era como uma sombra ruim ...durante o dia algo incomodo que não parava limpo ou organizado.
Não coloquei roupas ou coisas intimas nele, apenas papeis e documentos... coisas de se ler. Depois de muito negociar finalmente chegou o “gran finale” do monstro. André era o nome do meu herói, trazia com ele uma pequena bolsa e nela armas que deveriam vencer o monstro.
No principio o monstro se mostrou implacável... impenetrável...gigantesco...mais com habilidade e conhecimento de outras lutas, nosso herói conseguiu colocar “na chon” a forma dantesca. Ao remover a moldura de madeira pude notar que o monstro era muito menor do que parecia. Suas laterais ocas e seu fundo falso o diminuíram de forma assombrosa... a empáfia cessou...ao seu redor sujeira e teias de aranhas...pó do tempo.
Primeiro perdeu seu cume... como se perdesse a cabeça e ficasse apenas com seu corpo e depois sucumbiu sem portas ou maçanetas...
Espaço livre. Paredes sujas de cor rosa se apresentaram sem exitação...o chão de madeira foi reduzido a pequenos sacos que deveriam sumir ao toque do pó de pirlim-pim-pim, mais tiveram que sair carregados, afinal de contas, pó com pó anulam o feitiço e o que não faltava naquele pequeno espaço era pó...
Que dia foi este? Que luta “domquixotiana” ...mas afinal o dia terminou...meu santuário limpo, a cortina tremulava satisfeita, enquanto o sol se punha no horizonte junto as curvas verdes dos pequenos montes...atrás deles a praia.
A suavidade do vento me fez pensar...é assim que se parecem todos os monstro...monstros da vida... Quando temos um grande problema, uma situação desgastante, algo que incomoda, elas são como grandes monstros.
Monstros montados para nos assustar, na verdade muitos deles são ocos, como a estrutura do guarda-roupa que eu venci. Parecem grandes, mas não são na verdade dantescos... digo os problemas, as situações difíceis...mais parecem estruturas mentais indestrutíveis...mas não o são... É só ter coragem e tirar sua moldura assustadoramente firme, que poderemos notar seu real tamanho, as forquilhas que lhe dão sustentação, que após removê-las os deixam tão inseguros como nós diante o dilema da vida.
Quando a tortura mental termina fica uma tristeza, como a que saboreei ao ver a sujeira que ficou após a demolição do guarda-roupa. Situações problemas são assim, deixam sujeiras no caminho que precisam ser removidas com urgência, do contrário acumulam maus pensamentos e ideias de restabelecer a desarmon
E quando você “limpa” a situação, é a mesma sensação que eu tive ao poder desfrutar do meu quarto limpo e perfumado... cheio de novos espaços.
Espaços, para amizades, espaços para alegrias, para felicidade.
Espaços, para amizades, espaços para alegrias, para felicidade.
Às vezes não podemos fazer esta revolução sem ajuda, precisamos de uma comitiva como eu tive... temos que nos unir com gente talentosa, com experiência de sobrevivência a situações difíceis...
Não pense duas vezes... peça ajuda e vença seus medos...seus monstros...afinal de contas até Dom Quixote tinha seu Sancho Pança...
Mas não se iluda só você pode chamar o monstro para a luta... só você pode definir quando começa "o fim"... os companheiros de jornada são apenas para lhe ajudar a lembrar que você é um guerreiro...e que guerreiros sempre vencem no final.
Caramba, gostei muito eu viajei, e tudo é verdade, o guerreiro devi sempre continuar lutando contra seus medos; pois não há sensação melhor do que conquista uma vitória e principalmente quando vencemos nossos medos. Obrigado seu texto abriu ainda mais minha mente para eu lutar e reparar os meus erros.
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